Mostrando postagens com marcador História da Moda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História da Moda. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

História do Biquíni


Da esquerda para direira: Micheline Bernardini dentro do primeiro biquíni, em 1946; Brigitte Bardot em cena do filme "E Deus Criou a Mulher" (1956); Ursula Andress em cena do filme "007 Contra o Satânico Dr. No" (1962); Modelo tanga, sucesso dos anos 70; Modelo asa-delta anos 80.

Apesar de toda essa vocação natural em relação aos trajes de banho, o biquíni não é uma invenção nacional. Ele foi inventado pelo estilista francês Louis Réard que o batizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os americanos haviam realizado uma série de testes atômicos.
Não é a toa que a famosa editora de moda Diana Vreeland (1903-1989) disse uma vez que o biquíni "é a invenção mais importante deste século (20), depois da bomba atômica". O lançamento do primeiro biquíni foi em 26 de junho de 1946 e causou o efeito de uma verdadeira bomba.
Apesar de toda euforia em torno do novo traje de banho, descrito por um jornal da época como "quatro triângulos de nada", o biquíni não emplacou logo de cara. O primeiro modelo, todo em algodão com estamparia imitando a página de um jornal, se comparado aos de hoje, era comportado até demais. Entretanto, para os padrões da época, um verdadeiro escândalo.Tanto, que nenhuma modelo quis participar da divulgação do pequeno traje. Por isso, em todas as fotografias do primeiro biquíni, lá está a corajosa stripper Micheline Bernardini, a única a encarar o desafio.
Na década de 50, as atrizes de cinema e as pin-ups americanas foram as maiores divulgadoras do biquíni. Em 1956, a francesa Brigitte Bardot imortalizou o traje no filme "E Deus Criou a Mulher", ao usar um modelo xadrez vichy adornado com babadinhos.
No Brasil, o biquíni começou a ser usado no final dos anos 50. Primeiro, pelas vedetes, como Carmem Verônica e Norma Tamar, que juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, pela maioria decidida a aderir à sensualidade do mais brasileiro dos trajes. A partir daí, a história do biquíni viria se tornar parte da história das praias cariocas, verdadeiras passarelas de lançamentos da moda praia nacional.
Na década de 60, a imagem sensual da atriz Ursula Andress dentro de um poderoso biquíni, em cena do filme "007 contra o Satânico Dr. No" (1962) entrou para a história da peça. Em 1964, o designer norte-americano Rudi Gernreich dispensou a parte de cima do traje e fez surgir o topless, numa ousadia ainda maior. No Brasil, essa moda não fez tanto sucesso quanto em algumas praias da Europa, mas mesmo assim o então prefeito de São Paulo, Prestes Maia, chegou a proibir o uso do topless em piscinas públicas.Um modelo muito usado nos anos 60 era o chamado "engana-mamãe", que de frente parecia um maiô, com uma espécie de tira no meio ligando as duas partes, e, por trás, um perfeito biquíni.Mas foi no início dos 70, que um novo modelo de biquíni brasileiro, ainda menor, surgiu para mudar o cenário e conquistar o mundo - a famosa tanga. Nessa época, a então modelo Rose di Primo era a musa da tanga das praias cariocas.
Durante os anos 80 surgiram outros modelos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, além do sutiã cortininha. E quando o biquíni já não podia ser menor, surgiu o imbatível fio-dental, ainda o preferido entre as mais jovens. A musa das praias cariocas dos 80 foi sem dúvida a então modelo Monique Evans, sempre com minúsculos biquínis e também adepta do topless.Nos anos 90, a moda praia se tornou cult e passou a ocupar um espaço ainda maior na moda. Um verdadeiro arsenal, entre roupas e acessórios passaram a fazer parte dos trajes de banho, como a saída de praia, as sacolas coloridas, os chinelos, óculos, chapéus, cangas e toalhas.
Os modelos se multiplicaram e a evolução tecnológica possibilitou o surgimento de tecidos cada vez mais resistentes e apropriados ao banho de mar e de piscina.



Banco de Areia verão 2008

A História do Jeans


Por volta de 1850, auge da corrida do ouro e conquista do oeste norte-americano, vários mercadores aproveitaram o trabalho nas minas e de exploração para vendas de ferramentas, mantimentos, roupas e lonas. Devido a este excesso de oferta, o mercado ficou saturado. Com um grande estoque de lonas e sem conseguir mercado para as mesmas, Levi Strauss passou a procurar outra aplicação para o produto. Ele observou que devido à grande exigência física no trabalho das minas, os mineradores tinham que substituir freqüentemente as roupas utilizadas, o que os levava a um grande gasto. A fim de realizar uma experiência, Strauss confeccionou duas ou três peças reforçadas com a lona que possuía e disponibilizou-as aos mineradores. O sucesso foi imediato. Sendo altamente resistentes, as roupas não se estragavam com facilidade e proporcionavam uma durabilidade muito maior.
Estava criado o jeanswear.
Forte e durável, esse tipo de roupa firmou-se como indumentária de trabalho, conquistando mais e mais consumidores, que a utilizavam para exercer suas tarefas mais árduas e de exigência física.
Em 1872, afinal, Levi Strauss registrou a patente de sua invenção. Mas ainda faltava o alfaiate Jacob Davis, um personagem fundamental para a história dos jeans, a quem Strauss se associou, e com quem criou o modelo básico de calça que conhecemos hoje, justo, com cinco bolsos e rebites de metal nos pontos de maior tensão.
Após a proliferação social do seu conceito como roupa despojada e do cotidiano, o jeans conquistou o restante da população sem perder seu charme e elegância. Consagravam-se, então, os "gigantes do Jeans", como: Levi's, Lee e Mustang.
Foi apenas no século XX, entretanto, que o jeans passou a ser utilizado diariamente, virando moda com a geração baby-boom, na década de 50 e 60.
O casual avançou tanto que os estilistas perceberam a necessidade de introduzir também mudanças na moda clássica, tornando-a mais moderna. O primeiro estilista a colocar o jeans na passarela foi Calvin Klein, já na década de 70, causando choque e indignação aos mais conservadores. Esta atitude, no entanto, foi logo seguida por outros nomes da alta costura como Jacques Fath, Pierre Cardin, Givenchy, Pierre Balmain e Van Cleef Arpels, os quais acabaram por ligar suas etiquetas à trajetória do jeans como moda, tornando-o um fenômeno bastante singular e conquistando seu espaço na sociedade.
Da versão mais popular à que traz a assinatura do estilista mais famoso, o que muda é a qualidade, jamais seus múltiplos significados.
E são justamente esses significados que compõem a base da longevidade e da fama do jeans. Não importa o que seja, mas o que quer dizer. Popularizado no cinema por astros como Marlon Brando e James Dean, o jeans passou a ser o símbolo de toda a geração que ligava rebeldia à liberdade. Com Madonna, era símbolo de sensualidade. Foi também com jeans que os hippies dos anos 60 e 70 pediram paz e amor. E, uma década mais tarde, ainda vestindo jeans, os yuppies fizeram fortuna em Wall Street.
O que se nota é uma crescente proliferação do conceito jeanswear em se vestir, principalmente graças à comodidade e à praticidade, aliadas a fácil manutenção, numa época em que estamos cada vez mais sem tempo livre e que qualquer facilidade proporcionada torna-se fundamental.
Assim, o jeans, hoje com vários modelos (justos, baggys, saint tropez, boca-de-sino, rasgados, bordados, capris, etc), modelagens e lavagens, tornou-se um tipo de moda nascida não pela imaginação dos estilistas, vinda de cima para baixo; mas de baixo para cima, acabando por se tornar um clássico da roupa.
Usado em todos os continentes por trabalhadores do campo e da cidade, foi adotado tanto por ricos quanto por pobres, curiosamente sempre conservando as características originais das primeiras calças feitas por Levi-Strauss.